Sapatinho na janela, biscoito e leite para o caso de ele chegar com fome, minutos intermináveis. Ficar à espreita fingindo dormir, sonhar acordado: o que será que vai ser? Um, dois, três presentes? De que tamanho serão os pacotes? Será que fui claro quando pedi aquele brinquedo? E se ele me esquecer? E se não der tempo de ele passar aqui? Adormecer sem perceber... E quando acordar, viver aquele que pareceria ser o melhor de todos os dias que já tinha vivido naquela ainda curta jornada.
Ah, os tempos são outros! Globalização, tecnologia em alta e meios que parecem afrontar os contatos humanos: as populares redes sociais. Indivíduos expondo opiniões, conselhos, citações, fotos e charges cuja autoria, na maioria das vezes, não lhes pertence, externando gratuitamente seus sentimentos e o que mais chama a atenção: a quantidade de “amigos” que possuem: dezenas, centenas, às vezes, milhares, muito embora, todos saibamos que ninguém tem tantos amigos assim. Amigos, amigos mesmo, podemos contar em poucos segundos.
Chegamos ao final de mais um ano que, por sinal, passou muito rapidamente para alguns de nós. Parece que, à medida que ficamos mais velhos - melhor dizer, mais experientes - o tempo tende a acelerar antes de nos darmos conta.
É justamente na contramão dos novos “mecanismos de relacionamento”, que sentimos que devemos nos ater à busca por algo real e que nos remete à tradição. Desejamos ter amigos de verdade, não somente para “compartilhar” ou “curtir” opiniões eletronicamente, ter alguém que nos abrace, que nos conforte, que possamos olhar nos olhos e dizer que amamos incondicionalmente. Sentimos falta de nossa família e amigos conosco para, aí sim, “compartilhar” uma experiência verdadeira que é o sentimento de felicidade por estarmos juntos.
A correria pelos presentes, muitas vezes, em cima da hora, o estresse dos grandes centros de compras, a busca pelos ingredientes e receitas para a ceia perfeita, o trânsito caótico, os enfeites para a árvore, a guirlanda na porta principal, a pesquisa em busca da programação ideal para as férias e tudo mais o que comumente se faz nesta época, tudo vale à pena, porque a alegria que proporciona “não tem preço”.
Trocar presentes, conversar, devorar pratos suculentos – afinal, nesta época, podemos nos desvencilhar da dieta - é o que nos dá prazer.
Quanto àquelas lembranças do primeiro parágrafo, agora, fazemos com que nossos filhos, netos, bisnetos, tenham a chance de tê-las. E esta renovação também vale à pena, não devemos lamentá-la. Vamos contar nossas experiências, deixar nossa marca, pedir que jamais se esqueçam da nossa história e, principalmente, que passem a deles adiante. Certas coisas no ser humano jamais serão substituídas, jamais serão apagadas. Se a jornada é hoje - diferentemente daquela época - tão longa, é porque fomos abençoados.
Já dissemos antes e gostaríamos de reforçar que cada cliente nosso é um amigo, um parceiro, tem um diferencial, cada um com sua história, sua trajetória, que nos cativa e faz com que nos sintamos fazendo um pouquinho parte de suas vidas e este é um privilégio singular do qual nos orgulhamos.
E é por isso que desejamos a todos um natal, uma passagem de ano e um novo ano cheios de contato com as pessoas que amam, de momentos de alegria cujas lembranças jamais permitirão que caiam no esquecimento, cheios de saúde, de paz e de ternura e que a jornada de todos nós seja ainda muito longa.
Um enorme abraço,


Kiki, Wanderley e toda a equipe Kikikits